29 de julho de 2010

Quem sou eu?

Havia um tempo em que eu, sem dúvida alguma, não sabia. Um tempo, hoje distante, em que nunca tinha me perguntado isso. Não fazia sentido. Filósofos se complicavam com uma simples questão que eu respondia com a mesma precisão e exatidão que a própria pergunta.

Quem sou eu?

Havia um tempo, não hoje, não agora, em que eu não teria me pegado tentando responder essa pergunta tantas vezes. Vejo-me cercado como que essa interrogação fosse me sufocar, me privar do que eu necessito ou não.

Quem sou eu?

Não sou um nome. Não sou um numero. Não sou a quantidade de comentários que eu tenho nos meus textos. Não sou meus amigos. Não sou meus inimigos. Não sou um twitter, um blog, um perfil. O perfil é meu, não o contrário. Não sou algo que possa ser expresso em simples e limitadas palavras ou caracteres.

Quem sou eu?

Eu sou um nome, o meu. Sou um ser, sou humano. Sou meus pensamentos. Sou minhas decisões. Sou meus atos. Sou meus erros, e minhas superações.

Quem sou eu?

Dor. Lágrima. Sorriso. Pai. Mãe. Amor. Abraço. Perda. Perdão.

Quem sou eu?

Guerra. Paz.

Quem sou eu?

Mais do que eu saiba.

Quem sou eu?

Eu.

15 de abril de 2010

Boa Noite

Teimo em não querer dormir. Teimo em escrever sobre o que hoje senti. Temo que amanhã essa loucura desapareça e que as lembranças preciosas eu esqueça. Porque hoje foi um dia especial, há muito tempo não tive outro igual. Mas registrado deixar eu queria, que eu me apaixonei um dia.


Boa Noite

15 de março de 2010

Ontem foi o "Dia Nacional da Poesia"

Parabéns à poesia.
Vinde! Comemoremos e alegremo-nos!
Por mais um ano em que podemos tê-la em nossa companhia.
Pois eis que lhe acometeu imensa agonia:
enfermidade qual médico algum cura
a têm tornada escura
e sem forma.

Celebrai a poesia
Pois eis que logo chegará seu fim
Doente ela está, sim,
Desde que jogaram
na bagunça do dia-a-dia.

11 de março de 2010

Devaneios Noturnos

É noite. Olho para minha janela em busca de respostas. Lágrimas em meus olhos teimam em aparecer, acanhadas, sem vontade. O vento da brisa bate em minha face, me acariciando. Talvez o primeiro carinho sincero que senti nos últimos dias.

É noite. O poste do outro lado da rua ilumina meu quarto, tornando o ambiente como a vida desse escritor. Penumbra. Imagens se formam na intersecção das cores, como aquelas que os psicólogos teimam em mostrar a seus pacientes. Como todo o resto, nada significa, até que um olho, uma alma, uma mente enxergue-a, transforme-a, dê-lhe um significado, um valor, amor.

É noite. Muitos dormem. Eu não.

Morpheus tem-me esquecido esses dias.