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18 de agosto de 2009

Sem razão...

Como estás, Verão, que não vejo mais? Disto de ti muito tempo, por isso quis te escrever. Sei que não deveria, que deveria ter alguma certeza a respeito do teu retorno, mas não tenho.

Escondido do azul do céu eu estou. Longe da tua luz, frio sem teu calor. Gostaria que estivesses aqui, pra escutar o que eu tenho a dizer, pra falar o que andas a ver. Outras coisas são desnecessárias, não importam, mas o teu brilho, os teus sons, os teus abraços me confortam.

Apesar disso, tenho encontrado alguns frios cristais, alguns preciosos rubis, algumas belas maçãs que as outras estações me oferecem sempre que o trem da vida para por elas.

Sei que precisa de tempo pra voltar, sei também que talvez possa não voltar. Mas isso não me tira o direito de esperar por ti. De falar a ti, mesmo sem razão.

Até.

24 de janeiro de 2009

Carta de Despedida ao Verão

Querido Verão,

Antes de mais nada, gostaria de te agradecer. Obrigado pelo teu calor. Obrigado pelo teu carinho. Obrigado por me fazer sentir de um jeito que, se não nunca, há muito tempo não tinha me sentido. Principalmente, obrigado por me dar o abraço mais caloroso que um dia pude querer.

Desculpe-me se me portei de maneira errada, sei que faço isso com frequência. Mas saiba que se o fui não tive a intenção de ser. Apenas quis aproveitar ao máximo o meu tempo contigo. Espero que entendas isso como eu acho que já entendeste.

Sei que partirás logo. Não sei como será quando não estiveres aqui, não sei como será quando voltares. Apenas queria, antes que estejas tão longe para poderes ouvir, expressar o quanto foi valioso os momentos que me proporcionaste.

Um grande abraço,
Ray