14 de maio de 2011

Sentimentos…

É engraçado como nós, humanos, gostamos de “valorizar” coisas. Tudo bem atribuir valor a algo, afinal um significante sem significado perde o sentido de ser. Mas há coisas que não podem ser medidas, quantificadas, qualificadas ou, pior, comparadas. E os sentimentos são uma dessas coisas.

Lembro de certa situação recorrente no meu ensino médio: paixão adolescente. Escrevi uma carta para uma menina da minha sala. Sim, eu escrevia cartas, mandava flores, carregava livros, sou do tipo que você lê em histórias infantis. Enfim, lembro que não conhecia muito ela, conversava com ela, achava-a engraçada, dela sabia apenas que tínhamos alguns interesses em comum. Por algum motivo que até hoje desconheço eu passava a aula toda olhando para ela.

Não lembro exatamente o que escrevi na carta, mas lembro muito bem da resposta que recebi no outro dia. Ela tinha escrito numa folha de caderno com detalhes roxos, lembro que achei a letra dela bem desenhada. Principalmente, lembro da seguinte frase:

“Me desculpe, não vou poder responder os teus sentimentos a altura, não quero te machucar”.

Isso me deixou triste por um momento. Sentimento não é algo que precise de resposta, ou que precise de troco. Sentimentos são como a água de uma nascente: não para de jorrar por mais que você tente parar.

Amor, amizade, respeito, não importa qual, sentimentos todos valem o mesmo. E a menina da carta me mostrou isso. Foi madura o suficiente para aceitar o que eu sentia por ela. Logo abaixo, na mesma carta resposta ela escreveu:

“Não se preocupe, você acabou de ganhar uma amiga.”

E ela se tornou a minha melhor amiga no ano que se seguiu. Por ela, ainda tenho muito carinho e imensa saudades. Muito obrigado por me ensinar que sentimentos são inestimáveis.

13 de março de 2011

Som do silêncio...

Oi.
Tudo bom?
Eu só passei para...
Sabe...
Eu queria...
Não! Não é bem isso.
É só que eu estava me sentindo sozinho, precisava de alguém para conversar...
Desculpa incomodar.
Sabe que não era a minha intenção.
Quando puder, me liga...
...
...
...

And in the naked light I saw,
ten thousand people maybe more
People talking without speaking
People hearing without listening
People writing song that voices will never share:
No one dare
Disturb the Sound of Silence
http://youtu.be/eZGWQauQOAQ

22 de outubro de 2010

Me assustei...

Me assustei quando te vi.
Mas você não estava lá.
Quem era você?
Não sei.
Pois percebi que você nunca esteve.
E ainda assim,
peço, espero,
que esteja do meu lado.

7 de setembro de 2010

Romântico...

Eu tenho esse péssimo hábito de ser romântico. Não é bem visto pela maioria das pessoas. A maioria das mulheres não querem homens românticos, eles são chatos, eu sou chato. Elas gostam de "cafajestes", gostam de apanhar, gostam de chorar.

Por isso só tive uma namorada na minha vida, que me largou vinte dias depois. Por isso as meninas com quem eu fico me ignoram hoje. Ser romântico é ser infantil, ser ingênuo, e ainda por opção. Mulheres não gostam de homens infantis.

Por isso todas as meninas que fui afim viraram minhas amigas. Eu sou romântico o suficiente para não necessitar de contato físico. Um abraço forte, para mim, vale muito mais, me faz sentir melhor, do que um beijo. Porque na maioria das vezes, esse abraço é mais sincero do que o beijo.

Eu sou de abrir a porta. Trago flores mesmo quando não tem nada para ser desculpado. Lembro do aniversário, esqueço a idade. Sou de um tempo em que o amor era real. Eu adormeceria com você em meus braços sem nem te tocar, e ainda assim acordar me sentindo o cara mais feliz do mundo.

Eu sou o príncipe encantado que você lia em contos de fadas mas que a vida real te faz aprender que não existe. E mesmo se você encontrá-lo, você vai tratá-lo como se não existisse, porque você acredita nisso. É sempre assim.

Por isso parei de fazer poemas. Eles simbolizavam em mim o príncipe. Um príncipe que era queimado pelas palavras de dragões a troco de uma princesa que sequer importava com sua existência.

Por isso chorava direto na minha adolescência. E por incrível que pareça, quando prometi não me apaixonar mais, parei de chorar.

Por isso não estou apaixonado por você.

Mas quero que você aprenda a acreditar em contos de fadas. Eles existem. Mas tenha certeza de que ele é o seu príncipe. Do mesmo jeito que esse príncipe só vai voltar a enfrentar dragões quando tiver uma princesa para cuidar das feridas.


"Pare de chorar"