4 de fevereiro de 2010

Palavras Selvagens

Um dia, após ler um poema meu, uma pessoa me falou que "queria ter a capacidade de domar as palavras" como eu.

Sinto em informar-lhe: não domo as palavras. Nunca domei e nunca domarei. Queria que as pessoas parassem de olhar para mim e acharem que o que está escrito tem alguma coisa a ver com minhas capacidades físicas (ou fisiológicas), que eu sou o dono das letras, das palavras, dos sons.

Não domo as palavras. Esse é um grande erro para quem escreve, sejam poemas ou sejam prosas, sejam poesias ou sejam crônicas. As palavras são selvagens, são toscas, são bárbaras, e assim devem permanecer.

Eu não sou mais que um tradutor, uma ferramenta, com o qual as palavras devem fluir a um meio em que possam ser conhecidas, lidas, ouvidas, sentidas. As palavras já existem, os sentimentos são conhecidos. Eu apenas seguro o lápis.

1 de fevereiro de 2010

São Paulo - Dia 4

São Paulo, 22 de Janeiro de 2010

Acordamos cedo. Fomos até a empresa das minhas anfitriãs - Máquinas Orlandeli - e passamos o dia lá. Nada de mais ocorreu por lá. Basicamente fiquei tocando violão, conversando no MSN, e perguntando sobre a empresa, seus clientes e serviços.

Na hora do almoço, fomos ao restaurante Moshi Moshi, onde tive a oportunidade de, pela primeira vez, comer sushi. Lógico que eu usei hashi (os famosos pauzinhos) apesar de não ser obrigatório. O que gerou algumas risadas durante a refeição. Por falar em risadas, tinha um japinha de uns 8 anos lá, correndo de um lado por outro entre as mesas. Devia estar brincando de Tokusatsu ou coisa assim. Foi engraçado quando ele passou pela gente se escondendo e fazendo barulhos estranhos.

Na volta da empresa, saímos às 16 horas, passamos em um lugar para pegar um Bilhete Único do transporte municipal. Sinceramente não me lembro porque quisemos ele, mas é uma boa lembrança para levar pra casa. Devemos usá-lo durante o resto da minha estadia aqui.

Ao chegar em casa, fiquei jogando Wii.

Fim do quarto dia.

26 de janeiro de 2010

São Paulo - Dia 3

São Paulo, 21 de Janeiro de 2010

Dia meio parado hoje. Passamos a maior parte da manhã jogando video-games e tocando violão.

Minha irmã combinou com uma amiga dela e das meninas de se encontrarem num shopping no final da tarde. Fizemos o mesmo trajeto ao metrô, mas descemos na parada final em Barra Funda. De lá pegamos ônibus até o Shopping Bourbon, onde a Paty nos esperava.

Após horas e horas de conversa, piadas, e tudo mais, saímos do shopping só para perceber que o céu estava caindo. Aliás, choveu todos os dias que eu estou aqui em São Paulo. Bom, sem ter condições meteorológicas de se pegar um ônibus, fomos de táxi para a estação de metrô, o que saiu até mais barato já que foi uma viagem bem curta.

Chegando na estação Bresser-Mooca, Tia Regina, nossa "mãe" anfitriã aqui, estava nos esperando com guarda-chuvas e nos levou pra casa. Desmaiei na cama.

Fim do terceiro dia.

São Paulo - Dia 2

São Paulo, 20 de Janeiro de 2010

Começamos o dia com o que nós tínhamos programado. Eu, minha irmã e as amigas dela acordamos tarde e seguimos pelo caminho que nós tínhamos escolhido na noite anterior (e imprimimos para não haver dúvidas)

Seguimos de ônibus para a estação do metrô mais próxima de onde estamos hospedados, Bresser-Mooca,e descemos na estação República. De lá, seguimos a pé até a tão falada "Galeria do Rock". Achei muito legal essa galeria de lojas, lá tem de tudo o que se pode imaginar para as "tribos urbanas". Camisas, tênis, tatuagens, acessórios e tudo mais. Comprei uma camisa do StarWars com um desenho do Mestre Yoda. Ia comprar outra, mas como estávamos seguindo para a Santa Efigênia, resolvi segurar um pouco do dinheiro que tinha na hora.

Saindo da Galeria do Rock, lanchamos em uma lanchonete que encontramos no caminho. Também conheci o famoso cruzamento da Av. Ipiranga com a Av. São João, duas vezes já que ao chegar na Santa Efigênia lembrei que esqueci a camisa do Yoda na lanchonete e tive que voltar metade do caminho. Mas enfim chegamos na "Meca dos Geeks no Brasil", a Rua Santa Efigênia.

Minhas anfitriãs me contaram que estavam com o objetivo de comprar uma câmera fotográfica. Como eu não tinha muito idéia se compraria alguma coisa, ou o quê, resolvi acompanhar elas. No caminho entrei em lojas de instrumentos musicais muito boas, galerias de eletrônicos contrabandeados, e outros. Comprei um fone de ouvido para a minha irmã e jogos de Wii, tanto para mim quanto para as meninas.

Após algumas aventuras para conseguir os tais jogos de Wii, como subir uma escada suja até o quarto andar e virar num corredor secreto, descemos a rua em direção à estação de metrô São Bento e seguimos para casa. Passei o resto do dia testando os jogos, para ver se tinha algum erro, enquanto as meninas brincavam com a câmera e conversavam no MSN.

Fim do Segundo Dia

PS: Para os nerds curiosos, os jogos que comprei para mim foram Tatsunoko vs. CAPCOM e Tomb Raider: Underworld.