21 de janeiro de 2010

São Paulo - Dia 1

São Paulo, 19 de Dezembro de 2010

Uma das coisas interessantes de se viajar são os dias que antecedem a viagem. A Lei de Murphy se mostra com sua força total nessas ocasiões. Por exemplo, com 3 dias para a viagem, eu leio no meu e-mail que o meu professor quer me dar uma bolsa de pesquisa mas quer que eu comece de imediato. Lógico que eu consegui conversar, mas que deu uma boa correria desnecessária.

A viagem de avião se passou sem muitos solavancos, em ambos os sentidos. Exceto pelo fato que eu tive a péssima idéia de não fazer o check-in via internet, o que me deixou na última fileira do avião em um dos vôos, sem a possibilidade de abaixar o encosto pra dormir.

Por falar em vôos, o que eu gosto de fazer conexões é que você tem a oportunidade de conhecer aeroportos de lugares que normalmente você não conheceria. Na minha última viagem para o Rio eu passei algumas horas em Salvador, essa foi a vez de Recife e o aeroporto de lá me surpreendeu pela sua arquitetura.

Chegando em São Paulo, fui para a casa da amiga da minha irmã que está nos hospedando, pessoas muito simpáticas. Até que nós tentamos sair para algum lugar, mas meu relógio biológico ainda estava muito desregulado da viagem pela madrugada. Resultado: passei o dia cochilando.

Amanhã acho que visitarei a avenida St. Efigênia, a meca dos eletrônicos no Brasil, e a galeria do Rock, que eu não faço a mínima idéia do que seja, apenas disseram que eu gostaria de lá.

Fim do primeiro dia.

15 de janeiro de 2010

Não dá pra se levantar sem cair

Antes de começar o meu texto de hoje, gostaria de citar alguns textos só para localizarem um pouco você na temática.

Todos aqueles que entram em campo vão provar da derrota, não existe um jogador nesse mundo que não tenha perdido antes. Entretanto, os melhores jogadores darão tudo o que tem para se levantarem novamente. Jogadores normais levam um tempo para voltarem a ficar de pé. Enquanto perdedores continuarão esticados no chão. (Darrell K. Royal, técnico de futebol americano)
Ando devagar porque já tive pressa, e levo esse sorriso porque já chorei demais. (Tocando em Frente, de Almir Sater)

É por demais interessante como a idéia de "troca equivalente" está errada no mundo. Se você estudar, você passará nas provas. Se você treinar, você vai ganhar. Se você se esforçar, alcançará aquilo que quer... Não que isso esteja errado, eu diria que está apenas incompleto. As pessoas estão focando muito em "o que fazer" ao invés de "quanto fazer".

Numa das minhas leituras diárias, um dos personagens solta a seguinte frase: "Se você quer um desejo deve pagar o preço para ele, nem menos, nem mais. Um preço maior ou menor pode trazer consequencias indesejáveis". E por mais estranho que isso pareça, eu tenho percebido que isso é verdade. Vou tomar as afirmações do parágrafo anterior como exemplo.

Serei sincero, se você não é "inteligente", você tem que estudar bem mais. Se você quer passar no vestibular, lembre-se que pode sempre existir alguém que pagou um preço maior do que você, o que dará a ele uma posição maior do que a sua. Mas também se você largou a sua vida para se socar no quarto estudando, pode ser que o preço seja alto demais, muito provavelmente você estará nervoso demais na prova, podendo até desmaiar, e consequentemente não passar.

Acho que a melhor moeda para se pagar o preço de um desejo seja o tempo, e quando eu falo em tempo eu incluo tudo o que ele trouxer ou levar. Por exemplo, uma equipe desportiva ganha muita experiência numa derrota, principalmente contra outra equipe mais forte. E muitas vezes numa revanche futura o placar pode ser invertido. Por quê? Porque o time que perdeu voltou a treinar, investindo mais tempo e acumulando experiência para poder vencer. A derrota pode ser o preço para uma vitória.

Da mesma forma, fica difícil de atingir estados como a perfeição sem antes pagar o preço de aceitar o fato de ser imperfeito. Da mesma forma, não se conhece a verdadeira felicidade se não já tiver conhecido a verdadeira tristeza. A vida, sem presenciar a morte. O amor, sem ser rejeitado.

Talvez por isso as guerras ao redor do mundo nunca acabem. Si vis pacem, para bellum. Talvez por isso Deus tenha feito do mundo um local onde acontecem catástrofes naturais. Talvez por isso eu, que sou poeta, só escrevo em prosa.

16 de dezembro de 2009

Compilação contextualizada de frases musicais que marcaram meu ser - 2

Me dizem que sou louco por eu ter um gosto assim, gostar de quem não gosta de mim. Eu queria ser John Lennon um minuto só, pra ficar no toca-discos e você me ouvir. E aonde quer que eu vá eu levo você no olhar. Amor sem beijinho, Bochecha sem Claudinho sou eu assim sem você. Como se fosse um par que nessa valsa triste se desenvolvesse ao som dos bandolins. Você e eu somos um caso sério, ao som de um bolero.

8 de dezembro de 2009

Irracionalmente triste...

É interessante saber que se tem um defeito, e não conseguir fazer nada para corrigi-lo. E eu tenho um defeito: sofro antes da hora.

Sei que não devia. Sei que o certo é esperar pra ver o que vai acontecer. Sei que a resposta só vem depois da pergunta. Mas mesmo assim, meu coração aperta. Cinqüenta por cento de chance ainda é pouco para que eu me sinta seguro.

E isso me deixa triste: a incerteza.

Por isso eu me fiz aquela promessa, a três anos atrás. A três anos não escrevo um poema. A três anos eu tento mandar no meu coração. A três anos eu sofro para evitar sofrer.

Mas o ditado está correto. Não dá pra mandar no coração. Não dá pra usar a razão, pelo menos não para sempre.

Corri três anos para longe desse sentimento tão bonito e tão doloroso, e mesmo assim ele me alcançou. Mesmo assim ele está agora presente dentro de mim, contra a minha vontade, contra a minha razão.

Sofro por antecedência. Me entristeço pela incerteza da resposta a uma pergunta que ainda não fiz, mas que está presa na minha garganta. Sinto o que todos os poetas da história sentiram, ou queriam sentir, e odeio isso.

O pior de tudo é que eu escrevi aqui. Você vai ler. Ela vai ler. Se vocês sabem, eu queria saber.