8 de dezembro de 2006

Pobre amante

Os beijos que eu queria te dar, seus lábios sentir. Apenas um sonho, apenas mais uma lembrança de um futuro que poderia ter acontecido se você estivesse aqui. Mas não está. E agora a saudade de uma coisa que eu um dia poderia ter me maltrata.

Eu queria que você soubesse, acreditasse que eu sou um cara bacana pra você. Não tenho carro ou uma boa casa mas eu tenho um coração, coisa que você demonstra não ter.

Às vezes se faz de ruim, e no fim me faz me convencer que não mereço ter essa vida, que o mundo já pode se acabar para mim assim sem sal, uma vida tão doce mas amarga no final. Mas não tenho pressa, não tenho nada me esperando lá pra frente. Vou apenas embora de um momento do qual não pertenço.

Você se foi mas aqui nunca esteve. Vou-me também, esperando que alguém um dia encontre o meu caminho, os meus rastros e me alcanse cansado de seguir sozinho.

Ray agradeçe a Revolver, Walmondes, Pato Fu e a alguém pela inspiração.
Não, Ray não é emo nem vai se matar.

1 de dezembro de 2006

Encontrar-te

Que queres de mim? Como posso saber o que fazer, como agir, o que ser se tu continuas calada. Não sou Deus: não sei o que pensas se não me disseres. Mas, assim como Deus, não jogo dados nem acredito em coincidências. Somos muitos mais complexos que isso e essa é mais uma prova.

Acho que estou te esperando. Não! Eu estou esperando por uma atitude tua. Estou cansado de apenas pensar em ti, cansado de querer estar ao teu lado. Estou morrendo, e tenho medo de te ter apenas na mente durante o pouco tempo que me resta. É, podes estar certa, talvez não valha a pena falar. Pois se é pra falar, que as palavras sejam mais preciosas que o silêncio. Mas esse silêncio me aflinge de modo a me machucar profundamente.

Vá! Encontra-te logo com a distância antes dela te dizer que é tarde demais. Tarde para seguir em frente, para voltar atrás. Esse não é um adeus: é um até mais, quando nós nos encontraremos de uma vez por todas e Ele nos dizer o que será de nós daquele ponto em diante.

17 de novembro de 2006

Desafios

Olhando um arquivo de frases na internet, deparei-me com uma frase muito interessante da ex-primeira dama estado-unidense Eleanor Roosevelt na qual ela dizia: "Você precisa fazer aquilo que pensa que não é capaz de fazer". Pois vou contar algo que me aconteceu essa semana só pra me gabar pra vocês.

No último sábado houve o Vestibular da Facex, também conhecido VestFacex. Para quem não sabe, Facex é a instituição de ensino onde eu cursei o meu Ensino Médio e ela resolveu para o bem de sua tesouraria que os alunos teriam a inscrição para o VestFacex de graça. Como um bom brasileiro pensei: "É de graça! Vou sair no lucro mesmo que não passe" e me inscrevi.

No dia anterior à prova não estava muito bem. Sentia dores de cabeça e enjôo tive febre muito alta. Pensei exatamente o que vocês estão pensando mas não era nervosismo. Eu estava completamente calmo com relação à prova. Apenas peguei um resfriado justamente no pior dia pra isso acontecer. Mas não deixei que uma febrezinha e uma dor de cabeça forte feito a bomba de Hiroxima me colocasse na cama: fiz a prova.

No decorrer da semana eu fiquei na expectativa se eu tinha passado ou não. Recebi o meu caderno de questões e constatei que tinha errado 10 das 50 questões. "Dá pro gasto", pensei, "Minha altamente anarquista redação sobre democarica pode cobrir esses erros". Achava que errei muito, poderia ter feito melhor. Qual foi a minha supresa quando eu fui perguntar qual a minha posição.
-Qual o teu nome?
-Thiago.
-Thiago Anselmo??!
-Esse mesmo.
-Primeiro lugar.

Pois é pessoal. Passei em primeiro lugar para o Curso Superior Tecnológico (CST) de Gestão Financeira na Facex!!! Nada mais a declarar.

Ray é um CDF.
Ray acha que 1º lugar na Facex pode garantir o 50º na UFRN.

10 de novembro de 2006

Verdade...

Que é a verdade? Não posso responder. Não lhe sou o dono nem quero um dia sê-lo. Seu peso é grande demais para que eu suporte. Antes gosto de conhecê-la, dela sou amigo e companheiro. Posso brincar com ela sem jamais destorcê-la ou rompê-la. Se minto é para expor a verdade para quem a merece. Sou um artista, sou um poeta, esse é o meu trabalho.

A verdade é libertadora, pura, não foi feita para ser escondida por trás de palavras que aparentemente não machucam. É lâmina com a qual abre-se caminhos, destrói inimigos, vê-se envidraçadas as belezas microscópicas da vida.

Dize-me a verdade. Não te peço mais que isso. Por mais que seja dura não será tão rígida quanto meu coração ficará se mentires.


Ray ama ter licença poética.
Infelizmente isso não é um poema.