8 de setembro de 2006

Grande Murphy...

Esse Murphy que você está pensando mesmo. Aquele que todos conhecem graças a sua teoria de origem misteriosa cujas pesquisas já ganharam prêmios mundialmente conhecidos como o Prêmio IgNobel. Esse post é justamente sobre essa teoria.

Esse tal de Murphy foi, a primeira vista, um desocupado. Que outro tipo de pessoa pensaria numa teoria assim que virou uma Lei científica? Outros o acham o cara mais inteligente que já existiu pois sua Lei é um sucesso total.

Quem não conhece a 'Lei De Murphy', eis sua definição exata:

"Se existe duas ou mais maneiras de se fazer algo, e uma delas pode resultar em
uma catástrofe, alguém irá fazê-la"
(ou, em outras palavras: "Se algo pode dar
errado, vai dar"
).

Apesar de achar que Murphy era um desocupado mesmo, acho que além disso ele foi esperto. Vejam como é interessante que o cara ficou famoso apenas por identificar um padrão que todos os indivíduos da sociedade já conheciam. As pessoas tinham essa informação guardada mas não sabiam como defini-la.

Quantas pessoas já fizeram isso? Quantos têm seus nomes marcados na história apenas por dizer o que todos já sabem? Ele mereceria realmente tanto crédito assim? E por que eu faço isso direto e ninguém me dá a mínima importância?

É... parece que a Lei de Murphy se prova verdadeira mais uma vez para mim...

Ray passou a tarde toda pesquisando sobre essa Lei.
Ray é mais desocupado do que Murphy um dia será.
Murphy está morto.

1 de setembro de 2006

Aqueles versos...

Estava lá, parado, pensando em como estava ou deveria estar quando avistou aqueles versos. A quanto tempo não os via? Sua memória lhe indicava algo em torno de seis meses atrás mas ao seu ver parecia que fora escrito dez anos à frente. Nunca tinha notado o quão alta era a sua profundidade.

Versos, hoje, pareciam-lhe estranhos. Não poderiam ter sido escritos de tal forma por alguém de idade tão reduzida, ou talvez podiam. Tamanha pureza o transmitiu que quase chorava sozinho sobre a agenda que guardava aquelas palavras. Somente ele ali sabia o que significavam. Somente ele podia ver tal beleza.

Talvez pelo fato da responsabilidade daquele poema estar consigo. Ele se arrependia de ter esquecido sua obra que viria a ser tão preciosa após todo aquele tempo que se passou. No silêncio ele guardou-os no coração mais uma vez e com a promessa de que nunca mais os esqueceria. Pelo resto do dia, eles ficaram ecoando em sua mente o inspirando a produzir mais e mais...

Como é bom poder escrever!
Correr o lápis pelo papel
E ver ali surgindo
Um pedaço do que se é.

25 de agosto de 2006

Abismo de Sacrifícios

No abismo que há entre nós salto todos os dias com esperança de poder te alcançar. Todos os dias me mato assim por ti. Sacrifico-me constantemente, tu podes ver e vês que a cada dia eu fico mais abatido, ferido. Não te culpo por isso. Foi uma escolha feita por mim e, como dizem, a sabedoria não está em fazer as escolhas certas mas em aceitar e aguentar as conseqüências.

E a queda aumenta toda vez que pulo mais longe. A subida demora o resto do dia.

Sei que tu não o cavaste, nem eu o fiz. O que me machuca mais é saber que tu nunca pulaste em minha direção, deixando-me sozinho àquela escuridão, àquelas pedras frias cortando meu coração aos poucos.

Um abismo chama outro, que chama outro, e outro... Quando dei por mim estava ilhado, cercado por todos os lados vendo minha chama se apagando, o silêncio crecendo e corrompendo o ar por onde não ouço ninguém a tentar alcançar-me.

Fico aqui esperando, sacrificando-me, por alguém que queira fazer o mesmo por mim.


Ray precisa de um abraço.

18 de agosto de 2006

Tocando em Frente

Descansa. Estava cansado de ter que correr de tudo e de todos que o atropelariam se tivessem a chance. Em sua mente não parava de escutar aquela bela música que trazia nos primeiros versos as palavras 'Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais'. Isso o tocava no coração toda vez que escutava.

A quanto tempo vinha sofrendo perdas e privações? Já não conseguia mais contar de tamanha dor que sentia e que ficou guardada para nunca mais ser esquecida. Tal como uma lápide indicando onde jazia o falecido passado. E hoje se encotra defronte a uma nova era, um novo momento em sua vida que não poderia ser atrapalhado por forças que não mais deveriam atuar.

Começou a seguir a filosofia que o encantava naquela música. Decidiu 'conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs'. Talvez essa decisão tenha sido feita a muito tempo mas ele se esquecera em algum momento em meio àquelas provações. Percebeu que isso o faria dar valor ao que tinha conquistado até então e às conquistas que virão com e de sua força.

Os próximos meses serão decisivos para todas as áreas da sua vida, desde a financeira até a amorosa, da pública à privada, e ele está ciente disso. Cabe a ele escolher se quer subir a um outro nível ou continuar onde se encontra por mais algum tempo.

Ray está feliz atualmente.
Ray, infelizmente, não é atual.