Versos, hoje, pareciam-lhe estranhos. Não poderiam ter sido escritos de tal forma por alguém de idade tão reduzida, ou talvez podiam. Tamanha pureza o transmitiu que quase chorava sozinho sobre a agenda que guardava aquelas palavras. Somente ele ali sabia o que significavam. Somente ele podia ver tal beleza.
Talvez pelo fato da responsabilidade daquele poema estar consigo. Ele se arrependia de ter esquecido sua obra que viria a ser tão preciosa após todo aquele tempo que se passou. No silêncio ele guardou-os no coração mais uma vez e com a promessa de que nunca mais os esqueceria. Pelo resto do dia, eles ficaram ecoando em sua mente o inspirando a produzir mais e mais...
Como é bom poder escrever!
Correr o lápis pelo papel
E ver ali surgindo
Correr o lápis pelo papel
E ver ali surgindo
Um pedaço do que se é.